sábado, 27 de março de 2010

CURSO: CURSO EDUCAÇÃO PARA DIVERSIDADE E CIDADANIA – UNESP-SECAD-UAB
PROF(A). RESPONSÁVEL: Elisandra Maranhe
TUTOR(A):Hugo Leandro Nascimento
ALUNOS(A): Aparecida Maria Mastroldi Ferrarezi

A maneira pela qual a diversidade humana é representada no livro didático e como as diferentes culturas vem sendo abordadas no contexto escolar através desse material, faz-se necessário analisarmos melhor os textos e as ilustrações que apresentam os diferentes grupos étnicos, as questões das relações humanas e identificando-se a existência da presença de formas discriminatórias relacionadas à etnia e as relações sociais construídas pelos autores e ilustradores dos livros didáticos.
Para que os alunos possam aprender a conviver com as diferenças, seja étnicos ou mesmo, sexual e assim se tornarem pessoas mais tolerantes com o próximo, passando a respeitar as diferenças existentes em cada cultura, é necessário que os livros didáticos possam se adequar para retratar tais grupos étnicos de forma não preconceituosa e tão pouco como pessoas desfavorecida.
Ao analisar um volume selecionado, pude fazer uma reflexão sobre a forma como os segmentos de nossa população são “retratados” e se tais elaborações contribuem, de alguma forma, para minimizar o preconceito que existe na sociedade. Verifiquei que o livro pouco retrata a participação dos grupos de origem africana ao longo da história do Brasil e, além disso, quando o faz, apenas cita a escravidão no Brasil sem mencionar os fatores que levaram à opção de escravizarem-se africanos nestas terras.
A obra dá uma ênfase maior à questão dos povos indígenas, citando tribos diferentes e seus costumes, os povos que aqui existiam quando os portugueses chegaram.
O livro didático, de modo geral, omite a riqueza do processo histórico–cultural, o cotidiano e as experiências das populações indígenas e afro-descendentes, bem como dos grupos sociais menos favorecidos em geral, independentemente da etnia. Em relação aos grupos afrodescendentes, sua quase total ausência nos livros
Acredita–se que seja possível construir uma sociedade que atenue os atos preconceituosos, uma vez que valorizando a diferença como um aspecto positivo à formação social do aluno, lembrando-se de que as diferenças são aspectos que somam para a difusão do conhecimento, essa postura pode ser muito bem desenvolvida na escola, através do manuseio de livros didáticos que tratem o tema com mais propriedade e criticidade. Dessa forma, aprender a fazer uso de uma prática educacional que valoriza a diversidade cultural e seja atenta a qualquer forma de discriminação, seja racial ou sexual, progredindo nas discussões a respeito das diferenças entre as pessoas, é o começo da formação de uma sociedade mais justa e menos preconceituosa que até então só existe no papel e se manifesta altamente discriminatória em livros didáticos brasileiros contemporâneos
A escola, como reprodutora dos valores da sociedade na qual está inserida, tem ação política e dever de transmitir esses valores, através da prática de professores que se atentam para isso. Assim, os preconceitos que estão disseminados na sociedade podem tomar rumos diferentes e construtivos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIANCHETTI, Roberto G. Modelo Neoliberal e Políticas
Educacionais. São Paulo: Cortez, 2005.
BONNEWITZ, Patrice. Primeira Lições, sobre a
Sociologia de Pierre Bo FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra,urdieu. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Livro Didático de História – Escolha do PNLD

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